Cavalleiro da Ordem de S. Bento d’ Avis Doutor em Medicina pela Universidade de Rheims, incorporado em 1791 na de Coimbra, onde lhe foi tambem conferido gratuitamente o capello na faculdade de Philosophia Lente da cadeira de Botânica e Agricultura, na qual obteve a jubilação depois de vinte annos d’exercicio Director do Museu Real e Jardim Botânico do Paço d’Ajuda deputado as Cortes constituintes de 1821 Membro da Sociedade de Horticultura de Londres, e da Linneana de Historia Natural da mesma cidade Sócio da Academia R. das Sciencias de Lisboa, da de Historia Natural e Philomatica de Paris da Physiographica de Lunden na Suécia da de Historia Natural de Rostok, e da Academia Cesarea de Bonn na Allemanha, etc. – N. na freguezia do Tojal, Termo de Lisboa, em 1744, e M: em 1828. A celebridade do nome d’este varão illustre, reconhecido universalmente como o primeiro botânico de Portugal, me dispensa de entrar aqui nos pormenores da sua biografia, que poucos deixaram de ter lido. Esta obra, posto que hoje antiquada á face dos novos descobrimentos e progressos da sciencia, e, na opinião de avaliadores competentes, um modelo do estylo didactico, e a primeira e unica d'este genero, que temos em lingua vulgar. O sr. dr. Antonio Albino da Fonseca Benevides a deu novamente á luz (V. o artigo A, 369) alterada em parte, e addicionando lhe noções extrahidas de botanicos modernos, taes como Mirbel, De Gandolle, Richard e outros. É porem para sentir, que n'esta edição se supprimisse o Discurso preliminar sobre a origem, progresso e estado actual da botanica, collocado pelo dr. Brotero á frente do seu compendio, e que é na opinião dos entendidos uma peça bem escripta, e de grande merecimento.»